Clínica Sporth

Lesões na Corrida

Lesões na Corrida

O  prazer em correr associado a possibilidade de uma atividade ao ar livre e que nao exige grandes investimentos, transformam esta atividade em uma das modalidades esportivas mais praticadas. Com a popularização da modalidade de corrida houve um aumento no numero de praticantes e por consequencia um aumento no numero de praticantes com lesões. Com um calendario vasto de provas de rua e inumeras acessorias esportivas, a prática recreacional da corrida passa a ter um carater de performance e para tal há um aumento do volume e frequencia de treinos, aumento nas distâncias das provas e com isto um exposição maior aos riscos de lesões.
Entre as lesões mais frequentes relacionadas a corrida podemos listar: sindrome da faixa iliotibial, síndrome do stress tibial medial(canelite), fraturas por stress, fasceite plantar, tendinopatia do tendão calcâneo, condropatia patelar, tendinopatia do gluteo médio entre outras menos frequentes.

Sindrome da Faixa Iliotibial ou Trato Iliotibial :

Característica : dor na face lateral do joelho que se inicia e piora com a corrida.

Há um processo inflamatório da gordura que se interpõe entre a faixa iliotibial e o  condilo lateral no joelho. O mecanismo que gera esta inflamação vem do movimento repetitivo de flexo extensão e está diretamente relacionado ao encurtamento desta estrutura. Seu tratamento tem como base medidas antiinflamatórias locais e o alongamento do trato iliotibial.

Sindrome do Stress tibial medial ou sindrome solear:

Caracteristica:   dor na parte interna da perna(medial) e no seu terço inferior(distal) antes, durante ou apos a corrida.
Mais  conhecida como canelite, deve ser diferenciada das fraturas por stress.  Ocorre por uma tração ciclica e excessiva da musculatura do soleo seja por uma musculatura insuficiente ou por excesso nos treinos. O processo ocorre na camada que reveste o osso chamada de periosteo. Há uma avulsão das fibras que a inserem no osso. Seu tratamento é realizado de forma nao invasiva com medidas locais, uso de palmilhas, trabalho de fortalecimento muscular e mudanças de fatores extrinsicos como técnica, volume e frequência de treinos.

Fratura por stress

A fratura é a perda da solução de continuidade ossea. Nestes casos estas fraturas não desviam o osso ou separam completamente suas extremidades. No seu inicio dificilmente serão diagnosticadas por radiografias simples. Utilizamos no diagnostico precoce a queixa clinica de dor e o exame físico associado a exames de Ressonância Magnética ou Cintilografia ossea.
Diretamente relacionada a fatores extrínsecos como aumento brusco da frequencia ou volume do treino, pode acometer a tibia em sua porção inferior (distal) ou superior (proximal), fibula, calcaneo, colo do femur e metatarsos. Os casos de fratura afastam o corredor das atividades por periodos mais longos que irão de 08 semanas até, se necessário, um periodo mais longo para que ocorra a consolidação da fratura.  Alguns casos podem ser cirúrgicos como nas fraturas da cortical anterior e proximal da tibia ou na região superior do colo do fêmur. Nestes casos as fraturas estão localizadas em uma zona de tensão e com isto apresentam uma chance maior para se completarem, desviarem ou mesmo não consolidarem.

Fasceite plantar

A fascia plantar é uma estrutura localizada na planta do pé, semelhante a um cabo que tem como função auxiliar na estruturação do arco plantar e auxiliar a biomecânica do pé funcionando como uma mola propulsora. Seu processo inflamatório na corrida se deve à tração excessiva e por consequencia rompimento de algumas de suas muitas fibras. A atenção com a biomecanica do pé é fundamental para o tratamento do processo inflamatorio, seja  com fisioterapia, crioterapia, terapia de onda de choque e ou utilização de palmilhas sob molde com o apoio do arco longitudinal e descarga do retropé.

Tendinopatias/Entesopatias

Entre as mais comuns temos a do tendão calcaneo, patelar e do gluteo médio. Todos relacionados a sobrecarga destas estruturas responssaveis pela biomecânica do movimento. A sobrecarga pode ser entendida como excesso ou como falta de uma musculatura adequada para a execussão daquele determinado movimento. Seu tratamento inicia-se com a resolução do processo inflamatório(medicação, mudança de fatores relaciodados ao exercicio e fisioterapia) e continua com o trabalho de fortalecimento muscular.