Clínica Sporth

Síndrome do Impacto

A síndrome do impacto é considerada a causa mais comum de dor crônica no ombro, sendo uma das causas mais freqüentes de consulta ao ortopedista por dor.

Pode acometer desde os jovens até os idosos. O acometimento dos jovens ocorre principalmente durante a prática esportiva – natação, vôlei, arremessos. Nos pacientes entre 25 e 50 anos, existe dor recorrente com a atividade, principalmente com o uso do braço acima da cabeça (professores que escrevem na lousa, desenhistas e esportistas - tenistas, golfistas, etc). Acima de 50 anos, a síndrome do impacto, pode estar associada à ruptura dos tendões, sendo um quadro mais grave.

lesão manguito

O sintoma mais comum é a dor, que pode estar acompanhada ou não de diminuição dos movimentos. A dor em geral, é referida na região ântero-lateral do braço, apesar de não haver lesão nesta região. A dor pode ser de intensidade moderada e persistente, ocorrendo episódios de agravamento, que melhoram com antiinflamatórios ou analgésicos. Nas lesões do manguito rotador, é comum a dor noturna e a diminuição da força e da função do ombro.

O diagnóstico é feito através do exame clínico especializado, associado às radiografias e ultrassonografia.

Quando se suspeita de ruptura do tendão, o ortopedista pode solicitar a ressonância magnética.

O tratamento da síndrome do impacto geralmente é conservador. O primeiro cuidado deve ser em relação ao controle da dor, através de medidas analgésicas, tais como: calor ou gelo local dependendo da sensibilidade do paciente, antiinflamatório não hormonal (AINH), analgésico, fisioterapia, massagem, acupuntura, além de outras possibilidades para se conseguir a analgesia.

A finalidade de controlar a dor é para na próxima etapa do tratamento, se instituir o fortalecimento dos músculos do manguito rotador. O exercício resistido para fortalecimento muscular só deve ser iniciado quando a dor estiver controlada, e a níveis suportáveis, para não interferir com os movimentos corretos dos exercícios.

O tratamento cirúrgico está indicado nos pacientes com sintomas persistentes, onde houve falha do tratamento acima descrito, ou eventualmente em pacientes ativos com ruptura do tendão. A operação deve, preferencialmente, ser realizada pela artroscopia, que é uma técnica cirúrgica minimamente invasiva, realizada com o auxílio de uma mini-câmara e de pequenos instrumentos que são introduzidos na articulação por 2 a 3 orifícios na pele de menos de 1 cm. Nesta fazemos uma limpeza da bursite e uma raspagem do osso que está provocando o impacto. Caso ocorra ruptura dos tendões, faz–se a reparação dos mesmos.

As principais vantagens desse método de cirurgia são os baixos índices de complicações, como as infecções, e a pouca dor pós-operatória.

Após o tratamento cirúrgico o paciente faz uso de uma tipóia por um período entre 4 a 6 semanas, dependendo da gravidade da lesão. Após esse período utilizamos o tratamento fisioterápico para retorno dos movimentos e força do ombro.